um alívio
Um amigo meu me disse que não gostaria de ter um blog por não querer seus textos em um lugar público. Inicialmente eu não entendi,mas depois lembrei que eu também já pensei assim.
Qualquer coisa que escrevámos,por mais imparcial ou ficcional que pareça,sempre contêm um pouco de nós, um flagra do estado de nossa alma em um determinado momento.Quando outros tem acesso ao texto ele deixa de ser nosso, passa a ser do mundo. Assim expomos a nós mesmos, nos sujeitamos ao julgamento de nossos leitores, que pode ser injusto, desagradável, muitas vezes indesejado. Isso é um perigo! Como permitir que nos critiquem? Como deixar que nos enxerguem assim? Nossos escritos sao sagrados, são um pedaço de nós, traduzido em palavras.
Mas a verdade é que não escrevemos pra nós mesmos, não é com o objetivo de nos isolar, mas sim para alcançar os outros. Almejamos a compreensão, a atenção. Assim como gostamos dos elogios e até das críticas construtivas. Escrever não é algo realmente solitário, que se faz na escuridão e se guarda numa gaveta empoeirada. É para ser lido fundamentalmente, mesmo que nos deixe tão vulneráveis. Na verdade, é um alívio
To the sunset
I'm sailing, to the sunset
but I am not alone
I picture you smiling
oh,that's where I belong
I'm sailing,not drawning
I'm coming home to you
And even if it rains
I'll make it through
I'm sailing,daydreaaming
but I do not fool myself
love's beautiful and scary
we may last or we may fail
I'm sailing,my darling
come with me if you'd like
to the sunset,daydreaming
living the past behind
Alice Pereira

0 Comments:
Postar um comentário
<< Home